Esta ferramenta não calcula quanto a União deve. Ela produz uma memória econômica simples para abrir a discussão. A validade da premissa linear, o saldo contábil, a base fiscal e a pretensão jurídica exigem documentos e fundamentos diferentes.
Calcule e veja as quatro camadas lado a lado
Preencha as datas do ato individual. Nenhuma data é inferida pela ferramenta.
Leitura obrigatória: diferença entre os quatro quadros é esperada. Não ajuste contabilidade ou tributos para igualar a estimativa.
Um pagamento pode gerar quatro números — e nenhum substitui o outro
| Camada | O que mede | Quem valida |
|---|---|---|
| Econômica | Parcela linear posterior à data de corte | Finanças e valuation |
| Contábil | Valor reconhecido após amortização e impairment | Contabilidade e auditoria |
| Fiscal | Base e controles tributários aplicáveis | Fiscal e jurídico tributário |
| Jurídica | Existência e quantum de eventual pretensão | Jurídico e decisão competente |
A calculadora recebe os dois números internos para colocá-los na mesma tela, não para reconciliá-los automaticamente. A camada jurídica não recebe campo numérico: o texto vigente da MP procura excluir devolução e indenização, e qualquer questionamento depende de tese, prova e procedimento.
A fórmula aberta usa dias corridos e trava o período
A memória calcula: valor pago × dias remanescentes ÷ dias totais. Se a data de corte for anterior ao início, considera zero dia usado. Se for posterior ao termo final, o saldo econômico é zero. A ferramenta usa UTC e dias de calendário para evitar distorções de horário de verão.
Convenção das datas: o início entra na contagem e o termo final é o primeiro dia fora do intervalo, isto é, [início, fim). Se o ato indicar um último dia inclusivo, documente essa redação e use o dia seguinte como termo final apenas na memória de cálculo. O exemplo de 01/01/2025 a 01/01/2030 tem, por isso, 1.826 dias.
| Entrada | Fonte recomendada | Controle |
|---|---|---|
| Valor pago | GRU e banco | Não usar automaticamente o teto legal |
| Início / fim | Portaria e ato individual | Não inferir cinco anos da data de publicação |
| Corte | Evento operacional documentado | Distinguir norma, bloqueio e encerramento efetivo |
| Contábil / fiscal | Razão e subcontas | Registrar data e responsável |
Exemplo: a Arena Cinco pagou R$ 30 milhões, mas os livros contam outra história
Suponha autorização documentada de 1º de janeiro de 2025 a 1º de janeiro de 2030 e corte em 25 de setembro de 2026. O período tem 1.826 dias; 632 foram usados e 1.194 restaram. A conta econômica linear chega a aproximadamente R$ 19,62 milhões.
Se o razão mostra R$ 19,8 milhões e a base fiscal controlada é R$ 21 milhões, a divergência não prova erro. Pode refletir datas, método contábil, ajustes ou regras fiscais. E mesmo que todos coincidissem, o crédito jurídico continuaria não determinado. O exemplo serve para localizar perguntas, não para registrar recebível.
A maior sensibilidade está nas datas, não na divisão
Os cinco anos da legislação anterior eram uma moldura. Cada cálculo precisa conferir a portaria concreta, sua eficácia, retificações e termo final. A data de corte também pode variar conforme o objeto: publicação da MP, fim do prazo transitório, bloqueio de pagamentos, encerramento da plataforma ou baixa contábil são eventos diferentes.
Por isso a ferramenta não preenche datas por padrão. Escolher uma data apenas porque produz saldo maior fragiliza o memorando. O cenário deve exibir alternativas e explicar qual evento cada uma representa.
O checklist documental que transforma simulação em memória
| Pasta | Documento | Campo confirmado |
|---|---|---|
| Regulatório | Portaria, retificações e marcas | Início, fim e unidade do ato |
| Financeiro | GRU, extrato e conciliação | Valor efetivamente pago |
| Contábil | Razão, amortização, impairment e nota | Saldo contábil |
| Fiscal | ECF, LALUR/LACS e subcontas | Base fiscal |
| Operacional | Logs, comunicação e fechamento | Data de corte |
| Jurídico | Parecer, pedidos e decisões | Tese, risco e alcance |
A base TaxUp de autorizações ajuda a localizar ato, empresa, requerimento e marcas. Ela não substitui o documento integral nem comprova pagamento.
O que a calculadora deliberadamente não faz
Ela não estima probabilidade de êxito, juros, correção, honorários, tributos sobre eventual recebimento, lucros cessantes ou investimentos. Também não conclui se o consumo jurídico da outorga é linear. Essas variáveis pertencem ao memorando de tese e ao modelo financeiro completo.
O art. 4º, parágrafo único, da MP 1.394/2026 procura afastar devolução e indenização. A conta aritmética não neutraliza esse comando. Para entender pedidos, defesas e prova, consulte a análise patrimonial da outorga.
Como levar o resultado ao comitê sem transformar cenário em fato
O material executivo deve mostrar as quatro colunas, a versão dos documentos, a data de corte e o responsável por cada premissa. Cenários alternativos ficam lado a lado. A decisão deve registrar que valor econômico, contábil, fiscal e jurídico têm donos e critérios diferentes.
Mudança no Congresso, STF, SPA, ato individual ou fechamento contábil exige recalcular. O arquivo da reunião deve preservar entradas e resultado; a ferramenta não envia dados à TaxUp e não armazena informações no navegador ou em servidor.
Referências e fontes oficiais
Feche a memória por ato, livro e cenário
A equipe da TaxUp reconcilia portaria, pagamento, razão, base fiscal e estratégia jurídica sem misturar os quatro números.
Agendar reconciliaçãoPerguntas frequentes
O saldo econômico calculado é um crédito contra a União?
Posso usar cinco anos contados da data da portaria?
Saldo contábil e base fiscal precisam ser iguais?
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