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NT 2025.002 v1.52 · ADEQUAÇÃO EM CURSO · NF-e · ERP · SAP · IBS · CBS

NF-e da Reforma em 2026.
Seu ERP está pronto?

O art. 60, § 3º, da LC 214/2025 prevê ato conjunto do Comitê Gestor do IBS e da RFB sobre forma, conteúdo e prazos dos documentos fiscais eletrônicos. A NT 2025.002 v1.52 operacionaliza os grupos de IBS, CBS e Imposto Seletivo no leiaute 4.00; ERP, cadastro e testes precisam seguir a versão vigente e suas regras de validação.

Publicado · Atualizado · Leitura 11 min

O Portal Nacional da NF-e mantém o leiaute oficial na versão 4.00; “NF-e 5.0” é um rótulo de mercado para as adaptações implementadas por notas técnicas. A NT 2025.002 acrescenta campos de IBS, CBS, Imposto Seletivo e a classificação CST + cClassTrib. Em 01/10/2026, o Portal publicou a versão 1.52, que substitui a v1.51. Por isso, datas e status de regras como a UB12-10/rejeição 1115 não devem ser copiados da versão anterior sem conferência do documento vigente. A adaptação continua exigindo cadastro, cálculo, XML, escrituração e testes alinhados.

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O que mudou na NF-e com a NT 2025.002

O leiaute oficial permanece na versão 4.00. A NT 2025.002 acrescenta grupos e campos para acomodar IBS, CBS e Imposto Seletivo; “NF-e 5.0” é apenas um rótulo de mercado. Principais novidades:

O projeto também precisa acompanhar dois artefatos oficiais correlatos: a tabela cClassTrib do Informe Técnico 2025.002, atualmente na versão 1.70, e a NT 2026.006, que trata do vínculo entre o documento fiscal eletrônico e o pagamento para fins de débitos e créditos. Como recomendação operacional da TaxUp, atualizar apenas o XML é insuficiente: cadastro e conciliação financeira também precisam ser sincronizados.

A NT 2025.002 acrescenta ao leiaute 4.00 as estruturas necessárias à Reforma Tributária.
Novidade na NF-e da ReformaO que ela acrescenta
Identificação de IBS e CBS por item— grupos próprios para bases, alíquotas e valores dos novos tributos
CST e cClassTrib da Reforma— classificam o tratamento de IBS/CBS sem eliminar os demais códigos fiscais aplicáveis
Indicação de regimes diferenciados e específicos— permite refletir o tratamento legal aplicável a cada operação
Identificação de operação sujeita ao Imposto Seletivo— registra os dados do IS quando a incidência for aplicável
Novos totalizadores e referências— conectam o item, a operação e os totais do documento às regras da Reforma
O QUE ENTRA NA NOTAOs novos campos da NF-e da ReformaIBS por itemalíquota subnacionalCBS por itemalíquota federalImposto Seletivobens prejudiciaisCST + cClassTribclassificação da ReformaRegime diferenciadoredução 60%, zero, cashbackTotalizadorestotais do documentoVínculo com o Comitê Gestor IBS/CBScódigos de identificação para a apuração centralizada
Os campos novos que a NF-e da Reforma acrescenta: IBS, CBS e Imposto Seletivo por item, a classificação CST + cClassTrib, regimes diferenciados e totalizadores.
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Convivência dos dados fiscais durante a transição

Durante a transição, a NF-e da Reforma precisa registrar os tributos do sistema antigo ainda vigentes e os novos dados de IBS, CBS e IS aplicáveis. Em 2026, as alíquotas de teste são 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS. Não basta adicionar uma alíquota: o ERP precisa acompanhar a convivência e a substituição gradual dos sistemas.

Calendário operacional

  • 2026: leiaute 4.00 com os grupos da NT 2025.002, IBS de 0,1% e CBS de 0,9% na fase de teste
  • 2027: CBS passa à cobrança pela alíquota de referência a ser fixada; PIS/Cofins são extintos nas hipóteses gerais; IBS segue na transição
  • 2029: começa a elevação gradual do IBS e a redução gradual de ICMS/ISS
  • 2033: IBS e CBS chegam ao regime integral; ICMS e ISS são extintos

Esse paralelismo gera complexidade contábil-fiscal específica — empresas precisam garantir que ambos os sistemas estão sendo registrados corretamente para evitar desencaixe entre apurações.

O ESCLARECIMENTOO leiaute oficial permanece na versão 4.00RÓTULO DE MERCADONF-e 5.0nome informal para adaptaçõesimplementadas por notas técnicasPADRÃO OFICIALLeiaute 4.00 + NT 2025.002o leiaute segue na versão 4.00a Reforma entra pela Nota Técnica
O Portal Nacional mantém o leiaute oficial 4.00; “NF-e 5.0” é um rótulo de mercado para as adaptações implementadas por notas técnicas.
AnoIBSCBSSistema antigo
20260,1% (fase de teste)0,9% (fase de teste)PIS/Cofins, ICMS e ISS continuam vigentes
2027Permanece na transiçãoAlíquota de referência a ser fixadaPIS/Cofins são extintos nas hipóteses gerais
2029Início da elevação gradualRegime já em cobrançaComeça a redução gradual de ICMS/ISS
2033IBS e CBS em regime integralICMS e ISS extintos
Fonte: EC 132/2023 e LC 214/2025. As alíquotas de referência futuras dependem dos atos competentes.
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Implicações para o ERP/SAP

A adequação do ERP à NF-e da Reforma exige um projeto técnico multifásico. Não é simples “atualização de campo”: o leiaute continua 4.00, mas a NT 2025.002 acrescenta estruturas e regras que atravessam cadastro, cálculo, emissão e conferência. Componentes que precisam ser adaptados:

A preparação do cadastro fiscal para os novos leiautes identifica e normaliza os atributos que alimentam CST, cClassTrib e os demais campos, documenta regras e exceções e controla sua vigência antes da carga.

  1. Parametrização de novos campos — códigos CST da Reforma, alíquotas IBS/CBS por item, identificação Imposto Seletivo
  2. Tabelas tributárias atualizadas — novos códigos de natureza de operação, regimes diferenciados, tabelas de alíquota efetiva por item/CNAE
  3. Motor de cálculo — cálculo de IBS, CBS e IS, tratamentos diferenciados e específicos e regras de crédito conforme os requisitos da LC 214/2025
  4. Relatórios e dashboards — apuração paralela IBS+CBS / sistema antigo
  5. Treinamento estruturado — equipe fiscal precisa entender os novos códigos, equipe TI precisa saber operar a parametrização

Riscos de não adaptar a tempo

  • Rejeição na emissão — regras de validação vigentes podem impedir a autorização; o status da UB12-10/1115 e das demais regras deve ser conferido na v1.52, sem reutilizar o cronograma da v1.51
  • Tributação errada — emissão com alíquotas/códigos incorretos gera passivo retroativo + multa de ofício
  • Perda de crédito — cliente B2B não aproveita crédito IBS/CBS por NF-e mal preenchida
  • Inconsistência fiscal — divergência entre NF-e e SPED dispara fiscalização
CONTROLE DE VERSÃOA versão vigente governa a validaçãoNT 2025.002 v1.52publicada em 01/10/2026substitui a versão 1.51CONFERIR ANTESmatriz de validaçãocronograma e ambienteAÇÃO AGORAAtualizar, classificar, testare registrar a versão usadaNão transporte o status da UB12-10 ou de outra regra entre versões.
A v1.52 é a referência atual. Cada cenário de homologação deve registrar a versão e a regra de validação conferida.
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Cronograma realista de adaptação

Para empresas mid-market (faturamento R$ 50M-R$ 500M), a adaptação completa requer entre 3 e 6 meses de projeto. Empresas com ERP customizado ou SAP integrado podem precisar de até 12 meses. Cronograma típico:

  • Mês 1: Diagnóstico técnico — mapeamento dos campos atuais, identificação de gaps e análise de compatibilidade do ERP com a NT 2025.002
  • Mês 2: Configuração paralela — parametrização dos novos campos em ambiente de teste, sem impactar produção
  • Mês 3: Validação técnica — emissão no leiaute 4.00 com os grupos da Reforma em homologação, validação de retorno e ajustes de CST/cClassTrib
  • Mês 4: Teste integrado — reconciliação entre XML, escrituração e apuração, com validação fiscal completa
  • Mês 5: Treinamento da equipe — fiscal, contábil, TI, comercial (sobre impacto na margem)
  • Mês 6: Go-live em produção + acompanhamento intensivo nas primeiras 4 semanas
  • O PARALELISMODois sistemas na mesma notaSISTEMA ANTIGOPIS · COFINS · IPIICMS · ISSainda plenos em 2026SISTEMA DA REFORMAIBS 0,1% · CBS 0,9%Imposto Seletivosimbólicos em 2026 (fase de testes)
    Em 2026, a NF-e registra os dois sistemas no mesmo documento: os tributos antigos permanecem integrais, enquanto IBS e CBS aparecem com alíquotas de teste.
Realidade do mercado em maio/2026: a maioria das empresas mid-market ainda não concluiu a adaptação. Quem está apenas começando agora corre risco substancial — e empresas que ainda não começaram precisam priorizar urgentemente.
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Referências e fontes oficiais

Diagnóstico de adaptação da NF-e à Reforma — gratuito

Análise técnica do ERP, identificação de lacunas diante da NT 2025.002, estimativa de esforço e cronograma realista de adequação.

Agendar diagnóstico técnico
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Perguntas frequentes

A NF-e 5.0 é mesmo obrigatória desde janeiro de 2026?
O Portal Nacional mantém o leiaute oficial na versão 4.00; “NF-e 5.0” é um rótulo de mercado para as adaptações implementadas por notas técnicas. A versão vigente da NT 2025.002 no Portal da NF-e é a v1.52, publicada em 01/10/2026. O emissor deve conferir nela o cronograma e o status de cada regra de validação, sem reutilizar conclusões da v1.51.
Em 2026, com IBS de 0,1% e CBS de 0,9%, vale a pena adaptar agora?
Vale. Cadastro de produtos, classificação CST × cClassTrib, cálculos, XML e reconciliação precisam estar corretos antes da cobrança plena. Como a NT 2025.002 está na v1.52 e a tabela cClassTrib na v1.70, o projeto deve controlar versões, testar no ambiente aplicável e não depender de cronogramas antigos.
Quanto custa adaptar o ERP à NF-e da Reforma?
Depende muito do porte e da complexidade do ERP. Empresas com ERP simples (Conta Azul, Sankhya, Bling): R$ 5k-R$ 30k. Empresas com ERP intermediário (Senior, Totvs): R$ 30k-R$ 150k. Empresas com SAP customizado: R$ 100k-R$ 500k+. Esses valores incluem configuração, integração e treinamento de equipe.
O que acontece se emitirmos NF-e 4.0 ainda em 2026?
Emitir no leiaute 4.00 é correto — ele continua sendo o leiaute oficial. O emissor, porém, precisa incorporar os grupos e regras da NT 2025.002 v1.52 e conferir a matriz vigente de validação. Uma regra antiga adiada, isoladamente, não prova que o documento ficará livre de outras rejeições nem dispensa o preenchimento correto.
Quem é responsável pela adaptação — TI, Fiscal ou Contabilidade?
Nenhuma área sozinha: a adaptação da NF-e à Reforma é um projeto multidisciplinar de TI, Fiscal, Contabilidade, Comercial e Tesouraria. Cabe à TI a parametrização e integração; ao Fiscal, as regras tributárias e classificações; à Contabilidade, a reconciliação com a escrituração; ao Comercial, o impacto em preço e margem; e à Tesouraria, os efeitos financeiros aplicáveis. Empresas que delegam o projeto a uma única área tendem a descobrir as divergências tarde demais.
Como funciona o diagnóstico gratuito da TaxUp?
O diagnóstico inicial é uma reunião de 30 minutos, sem custo e sem compromisso, conduzida por um consultor sênior. Mapeamos a situação tributária da empresa, identificamos as oportunidades aplicáveis e indicamos o caminho técnico mais sustentável — independentemente de você seguir conosco. Para casos urgentes (autuação recente, prazo decadencial próximo, edital de transação ativo), a análise pode ser priorizada.
Quem conduz o projeto na TaxUp?
O consultor responsável conduz o projeto pessoalmente, do diagnóstico inicial à entrega final. Você fala diretamente com quem assina o parecer e decide a tese — sem camadas hierárquicas intermediárias. Sustentação oral em CARF e tribunais superiores é sempre conduzida pelo consultor que conhece o caso desde o início.
Como é o modelo de honorários?
Varia por tipo de projeto. Para recuperação de créditos com tese consolidada, trabalhamos preferencialmente em success fee (sem custo antecipado, percentual sobre o valor recuperado). Para projetos complexos com perícia ou tese controvertida, modelo misto (fixo reduzido + êxito menor). Para Transfer Pricing, Compliance e Planejamento, honorário por escopo. Em todos os casos, o modelo é proposto após o diagnóstico inicial gratuito.
AUTORIA TÉCNICA

Equipe TaxUp · Prática Tributária

Direito Tributário

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