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NT 2025.002 · VALIDAÇÃO NO 2º SEM/2026 · NF-e · ERP · SAP · IBS · CBS

NF-e 5.0 chega em 2026.
Seu ERP está pronto?

Os novos campos de IBS, CBS e Imposto Seletivo entram na NF-e pela NT 2025.002 — informativos em 2026, com validação (rejeição) ao longo do 2º semestre. Empresas que não adaptarem o ERP a tempo correm risco de bloqueio de faturamento ou tributação errada com passivo.

Publicado 4 de maio de 2026 · Atualizado 27 de junho de 2026 · Leitura 11 min

A NF-e da Reforma entra pela Nota Técnica 2025.002 (o leiaute segue na versão 4.00 — não existe um '5.0' oficial), acrescentando os campos de IBS, CBS, Imposto Seletivo e a nova classificação tributária (CST + cClassTrib). Em 2026 esses campos são informativos — não há rejeição por deixá-los em branco; a validação obrigatória entra ao longo do 2º semestre de 2026 (e em jan/2027 para Simples/MEI). Quando a validação começar, quem não tiver adaptado o ERP enfrenta dois cenários: bloqueio na emissão ou emissão errada com passivo. Por isso a adaptação deve começar agora.

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O que mudou na NF-e 5.0

O layout da NF-e 5.0 mantém todos os campos da versão 4.0 e adiciona estruturas novas para acomodar a Reforma Tributária. Principais novidades:

  • Identificação separada de IBS e CBS por item — cada produto/serviço tem alíquotas próprias destacadas
  • Código CST específico da Reforma — substitui o tradicional CFOP+CST para fins de IBS/CBS
  • Indicação de regime diferenciado — alíquota reduzida (60% redução), alíquota zero, cashback CadÚnico
  • Identificação de operação sujeita ao Imposto Seletivo — bens prejudiciais (bebidas alcoólicas, fumo, etc.)
  • Mecânica de split payment — campos para indicar que o pagamento será retido na liquidação
  • Vínculo com o Comitê Gestor IBS/CBS — códigos de identificação para apuração centralizada
O QUE ENTRA NA NOTAOs novos campos da NF-e da ReformaIBS por itemalíquota subnacionalCBS por itemalíquota federalImposto Seletivobens prejudiciaisCST + cClassTribclassificação da ReformaRegime diferenciadoredução 60%, zero, cashbackSplit paymentretenção na liquidaçãoVínculo com o Comitê Gestor IBS/CBScódigos de identificação para a apuração centralizada
Os campos novos que a NF-e da Reforma acrescenta: IBS, CBS e Imposto Seletivo por item, a classificação CST + cClassTrib, regimes diferenciados e o split payment.
02

Paralelismo NF-e 4.0 + 5.0 durante 2026-2027

Durante 2026 e 2027, a NF-e 5.0 deve registrar simultaneamente os tributos do sistema antigo (PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS) e os novos (IBS, CBS, IS), mesmo que a alíquota de IBS/CBS seja simbólica em 2026 (0,1% e 0,9%). Não basta apenas adicionar uma alíquota — é necessário registrar dois sistemas tributários paralelos no mesmo documento fiscal.

Calendário operacional

  • 2026: NF-e 5.0 com IBS 0,1% + CBS 0,9% simbólicos (fase de testes), tributos antigos ainda plenos
  • 2027: CBS plena (~8,8%, estimativa — alíquota não fixada), fim PIS/COFINS para maioria, IBS ainda em phase-in
  • 2029: IBS plena (~18,7%, estimativa — alíquota não fixada), ICMS/ISS começam a ser desativados
  • 2033: Sistema antigo extinto, apenas IBS+CBS+IS

Esse paralelismo gera complexidade contábil-fiscal específica — empresas precisam garantir que ambos os sistemas estão sendo registrados corretamente para evitar desencaixe entre apurações.

O ESCLARECIMENTONão existe um leiaute 5.0 oficialO QUE SE OUVENF-e 5.0como se fosse uma nova versãoque substitui o leiaute atualO QUE É DE FATOLeiaute 4.00 + NT 2025.002o leiaute segue na versão 4.00a Reforma entra pela Nota Técnica
Não há um leiaute 5.0 que substitua o atual: a NF-e segue na versão 4.00 e a Reforma entra pelos campos da Nota Técnica 2025.002.
AnoIBSCBSSistema antigo (PIS/COFINS/ICMS/ISS)
20260,1% (simbólico, fase de testes)0,9% (simbólico, fase de testes)Tributos antigos ainda plenos
2027Ainda em phase-inPlena (~8,8%)Fim de PIS/COFINS para a maioria
2029Plena (~18,7%)PlenaICMS/ISS começam a ser desativados
2033Apenas IBS + CBS + ISSistema antigo extinto
Fonte: TaxUp — calendário operacional NF-e da Reforma (NT 2025.002), com IBS/CBS registrados em paralelo ao sistema antigo durante 2026-2033.
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Implicações para o ERP/SAP

A migração para NF-e 5.0 exige projeto técnico de TI multifásico. Não é "atualização de campo" — é adequação estrutural. Componentes que precisam ser adaptados:

  1. Parametrização de novos campos — códigos CST da Reforma, alíquotas IBS/CBS por item, identificação Imposto Seletivo
  2. Tabelas tributárias atualizadas — novos códigos de natureza de operação, regimes diferenciados, tabelas de alíquota efetiva por item/CNAE
  3. Motor de cálculo — lógica de split payment (retenção automática na liquidação), créditos financeiros (não mais físicos), regras de não-cumulatividade plena
  4. Relatórios e dashboards — apuração paralela IBS+CBS / sistema antigo
  5. Treinamento estruturado — equipe fiscal precisa entender os novos códigos, equipe TI precisa saber operar a parametrização
  6. Integração com SPED Reforma (EFD-Reforma) — em construção pelo Comitê Gestor, deve estabilizar em 2027

Riscos de não adaptar a tempo

  • Rejeição na emissão — SEFAZ rejeita NF-e 4.0 em 2026, bloqueando faturamento
  • Tributação errada — emissão com alíquotas/códigos incorretos gera passivo retroativo + multa de ofício
  • Perda de crédito — cliente B2B não aproveita crédito IBS/CBS por NF-e mal preenchida
  • Inconsistência fiscal — divergência entre NF-e e SPED dispara fiscalização
  • QUANDO PASSA A REJEITARDe campo informativo a obrigatório2026 · 1º semcampos informativossem rejeição2026 · 2º semvalidação obrigatóriarejeição na emissão2027EFD-Reformaentra parcialmenteQuando a validação começa, a nota sem os campos é rejeitada — datas variam por versão da NT.
    Em 2026 os campos de IBS, CBS e IS são informativos; a validação que rejeita a nota entra ao longo do 2º semestre de 2026; em 2027 a EFD-Reforma passa a vigorar parcialmente.
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Cronograma realista de adaptação

Para empresas mid-market (faturamento R$ 50M-R$ 500M), a adaptação completa requer entre 3 e 6 meses de projeto. Empresas com ERP customizado ou SAP integrado podem precisar de até 12 meses. Cronograma típico:

  • Mês 1: Diagnóstico técnico — mapeamento dos campos atuais, identificação de gaps, análise de compatibilidade do ERP com a NF-e 5.0
  • Mês 2: Configuração paralela — parametrização dos novos campos em ambiente de teste, sem impactar produção
  • Mês 3: Validação técnica — emissão de NF-e 5.0 em homologação SEFAZ, validação de retorno, ajustes em códigos CST
  • Mês 4: Teste integrado — cruzamento NF-e 5.0 ↔ SPED ↔ DCTFWeb, validação fiscal completa
  • Mês 5: Treinamento da equipe — fiscal, contábil, TI, comercial (sobre impacto na margem)
  • Mês 6: Go-live em produção + acompanhamento intensivo nas primeiras 4 semanas
  • O PARALELISMODois sistemas na mesma notaSISTEMA ANTIGOPIS · COFINS · IPIICMS · ISSainda plenos em 2026SISTEMA DA REFORMAIBS 0,1% · CBS 0,9%Imposto Seletivosimbólicos em 2026 (fase de testes)
    Durante 2026-2027 a NF-e registra os dois sistemas no mesmo documento: os tributos antigos plenos e os novos (IBS, CBS, IS) ainda simbólicos.
Realidade do mercado em maio/2026: a maioria das empresas mid-market ainda não concluiu a adaptação. Quem está apenas começando agora corre risco substancial — e empresas que ainda não começaram precisam priorizar urgentemente.
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SPED Reforma — o próximo passo

Em paralelo à NF-e 5.0, o Comitê Gestor IBS/CBS está estruturando um SPED específico da Reforma — a EFD-Reforma — que substituirá progressivamente o SPED Contribuições e o SPED Fiscal para as parcelas de IBS/CBS. Especificações técnicas ainda estão sendo finalizadas; o cronograma esperado é:

  • 2026: SPED Contribuições + SPED Fiscal mantêm formato atual + apuração paralela IBS/CBS via NF-e
  • 2027: EFD-Reforma entra em vigor parcialmente (CBS plena)
  • 2028-2029: Migração progressiva — SPED antigo sendo descontinuado
  • 2033: Apenas EFD-Reforma em vigor

A integração entre SPED tradicional e EFD-Reforma é complexa e deve gerar nova rodada de adaptação contábil em 2027-2028. Empresas que estruturarem bem a NF-e 5.0 agora terão menos retrabalho na transição SPED.

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Referências e fontes oficiais

Diagnóstico de adaptação NF-e 5.0 — gratuito

Análise técnica do estado atual do seu ERP, identificação de gaps na NF-e 5.0, estimativa de esforço para adequação completa e cronograma realista por porte de empresa.

Agendar diagnóstico técnico
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Perguntas frequentes

A NF-e 5.0 é mesmo obrigatória desde janeiro de 2026?
Não no sentido de rejeição: em 2026 os campos de IBS/CBS são informativos e a NF-e no leiaute 4.00 continua plenamente válida (não existe um '5.0' que substitua o 4.00 — a Reforma entra pela NT 2025.002). A validação obrigatória, que rejeita a nota sem os campos, entra ao longo do 2º semestre de 2026 para o regime normal e em jan/2027 para Simples/MEI; as datas exatas variam por versão da NT. Adaptar o ERP cedo evita ter de correr quando a validação começar.
Em 2026, com IBS de 0,1% e CBS de 0,9%, vale a pena adaptar agora?
Vale. Em 2026 os campos de IBS/CBS são informativos, mas a validação obrigatória entra no 2º semestre — e em 2027 a CBS sobe para a alíquota plena (~8,8%). Empresas que não estruturarem a NF-e em 2026 vão ter que adaptar correndo, sob pressão tributária real. Quem adapta agora ganha tempo de validação e correção antes do impacto financeiro pleno.
Quanto custa a adaptação do ERP para NF-e 5.0?
Depende muito do porte e da complexidade do ERP. Empresas com ERP simples (Conta Azul, Sankhya, Bling): R$ 5k-R$ 30k. Empresas com ERP intermediário (Senior, Totvs): R$ 30k-R$ 150k. Empresas com SAP customizado: R$ 100k-R$ 500k+. Esses valores incluem configuração, integração e treinamento de equipe.
O que acontece se emitirmos NF-e 4.0 ainda em 2026?
A SEFAZ rejeita automaticamente. A nota não é processada e o cliente não recebe o documento fiscal. Sem NF-e válida, não há faturamento — o cliente não paga, o produto não circula, a operação simplesmente não acontece. É bloqueio operacional, não apenas multa.
Quem é responsável pela adaptação — TI, Fiscal ou Contabilidade?
A adaptação NF-e 5.0 é projeto multidisciplinar que envolve TI (parametrização e integração), Fiscal (regras tributárias e códigos CST), Contabilidade (apuração e relatórios), Comercial (impacto em margem) e Tesouraria (split payment afeta fluxo de caixa). Empresas que delegam apenas a uma área frequentemente descobrem problemas tarde demais.
Como funciona o diagnóstico gratuito da TaxUp?
O diagnóstico inicial é uma reunião de 30 minutos, sem custo e sem compromisso, conduzida por um consultor sênior. Mapeamos a situação tributária da empresa, identificamos as oportunidades aplicáveis e indicamos o caminho técnico mais sustentável — independentemente de você seguir conosco. Para casos urgentes (autuação recente, prazo decadencial próximo, edital de transação ativo), a análise pode ser priorizada.
Quem conduz o projeto na TaxUp?
O consultor responsável conduz o projeto pessoalmente, do diagnóstico inicial à entrega final. Você fala diretamente com quem assina o parecer e decide a tese — sem camadas hierárquicas intermediárias. Sustentação oral em CARF e tribunais superiores é sempre conduzida pelo consultor que conhece o caso desde o início.
Como é o modelo de honorários?
Varia por tipo de projeto. Para recuperação de créditos com tese consolidada, trabalhamos preferencialmente em success fee (sem custo antecipado, percentual sobre o valor recuperado). Para projetos complexos com perícia ou tese controvertida, modelo misto (fixo reduzido + êxito menor). Para Transfer Pricing, Compliance e Planejamento, honorário por escopo. Em todos os casos, o modelo é proposto após o diagnóstico inicial gratuito.
AUTORIA TÉCNICA

Equipe TaxUp · Prática Tributária

Direito Tributário

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