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7 ANOS · 5 MARCOS · Coexistência sistemas · 2026 a 2033

Período de transição.
7 anos, 5 marcos críticos.

A transição da Reforma Tributária dura sete anos com cinco marcos sucessivos. Empresas operam simultaneamente o sistema antigo (PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS) e o novo (IBS, CBS, IS) — exigindo adaptação contábil-fiscal e planejamento plurianual.

Publicado 4 de maio de 2026 · Atualizado 27 de junho de 2026 · Leitura 11 min

A Reforma Tributária não acontece num evento único — é uma transição faseada de 7 anos, distribuída em 5 marcos sucessivos entre 2026 e 2033. Durante esse período, empresas operam simultaneamente o sistema antigo (PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS) e o novo (IBS, CBS, IS) — exigindo adaptação contábil, fiscal, operacional e estratégica em paralelo. Cada marco tem implicações específicas e requer preparação prévia.

01

Os 5 marcos da transição

Marco 1 — Jan/2026: Fase de testes

IBS de 0,1% e CBS de 0,9% simbólicos. NF-e da Reforma (NT 2025.002) obrigatória com novos campos. Sistema antigo (PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS) plenos. Foco: adequação operacional, ERP/SAP, treinamento de equipe fiscal.

Marco 2 — Set/2026: Decisão Simples 2027

Janela de 30 dias (1-30 setembro) para empresas Simples B2B decidirem entre permanecer no regime unificado ou optar pelo regime regular IBS/CBS. A opção vale para jan—jun/2027 e pode ser cancelada até o fim de nov/2026 (Res. CGSN nº 186/2026). Ver Decisão Simples 2027.

A JANELA QUE NÃO VOLTADecisão Simples: 1 a 30 de setembro/202630 diasAgo/2026preparar a análiseSet/2026janela única de decisão2027vigência jan—jun/2027Empresas do Simples B2B: permanecer no regime unificado ou optar pelo IBS/CBS regular
Empresas do Simples B2B têm uma janela de 30 dias em setembro/2026 para optar pelo regime de 2027 — com cancelamento possível até novembro e vigência no 1º semestre de 2027.

Marco 3 — Jan/2027: CBS plena

CBS sobe para alíquota plena (~8,8%). PIS e COFINS são extintos para a maioria dos setores. IPI continua residual apenas para Zona Franca de Manaus até 2033. Imposto Seletivo entra em vigor sobre bens prejudiciais.

Marco 4 — Jan/2029: IBS phase-in

IBS começa a subir progressivamente. ICMS e ISS começam a ser desativados. Coexistência intensa: empresa pode emitir NF-e com ICMS, ISS e IBS na mesma operação conforme a regra de transição.

Marco 5 — 2033: Sistema antigo extinto

ICMS e ISS extintos. Apenas IBS + CBS + IS em vigor. Transição completa, sistema dual brasileiro estabilizado.

OS CINCO MARCOSUma escada de 7 anos1 · Jan/2026 — Fase de testesIBS 0,1% e CBS 0,9% simbólicos · NF-e da Reforma2 · Set/2026 — Decisão Simples 2027janela de 30 dias · vigência jan—jun/20273 · Jan/2027 — CBS plenaCBS ~8,8% · PIS e COFINS extintos · IS entra4 · Jan/2029 — IBS phase-inIBS começa a subir · ICMS e ISS desativando5 · 2033 — Sistema antigo extintoapenas IBS + CBS + IS · sistema dual estabilizado
Cinco marcos sucessivos escalonam a transição entre 2026 e 2033 — cada degrau exige preparação prévia, e o último encerra o sistema antigo.
AnoSistema novo (IBS / CBS / IS)Sistema antigo (PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS)
2026IBS de 0,1% e CBS de 0,9% simbólicos; NF-e da Reforma (NT 2025.002) obrigatóriaPIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS plenos
2027CBS sobe para alíquota plena (~8,8%); Imposto Seletivo entra em vigorPIS e COFINS extintos para a maioria dos setores; IPI reduzido a zero, mantido apenas para a Zona Franca de Manaus (sem ser extinto); ICMS e ISS ainda plenos
2028CBS plena; preparação para o IBS phase-inICMS e ISS ainda em vigor
2029IBS começa a subir progressivamente (phase-in); CBS plena; ISICMS e ISS começam a ser desativados
2030—2032IBS com alíquota crescendo gradualmente + CBS pleno + ISICMS e ISS com alíquotas regredindo gradualmente (coexistência intensa)
2033Apenas IBS + CBS + IS em vigor; sistema dual estabilizadoICMS e ISS extintos; sistema antigo integralmente encerrado
Fonte: cronograma da transição da Reforma Tributária — 5 marcos (jan/2026 testes, set/2026 Decisão Simples, jan/2027 CBS plena, jan/2029 IBS phase-in, 2033 sistema antigo extinto).
02

Coexistência: o desafio operacional

O período mais complexo é entre 2027 e 2032, quando empresas operam simultaneamente:

  • Sistema antigo: ICMS estadual + ISS municipal (com alíquotas regredindo gradualmente)
  • Sistema novo: IBS subnacional (com alíquota crescendo gradualmente) + CBS federal pleno + IS

NF-e da Reforma (NT 2025.002) precisa registrar ambos os sistemas. Apuração contábil precisa segregar receitas e tributos por regime. ERP/SAP precisa ser configurado para alternar regimes conforme a operação. Empresas que não estruturarem bem o ERP em 2026 vão ter retrabalho contínuo até 2033.

DOIS SISTEMAS AO MESMO TEMPOA coexistência mais intensa: 2027 a 2032SISTEMA ANTIGO · regredindoICMS estadual + ISS municipalPIS e COFINS já extintosSISTEMA NOVO · crescendoIBS subnacional crescenteCBS federal pleno + ISA mesma NF-eregistra os dois regimesO que precisa rodar em paraleloApuração contábil segrega receitas e tributos por regimeERP/SAP alterna o regime conforme cada operaçãoNF-e da Reforma (NT 2025.002) registra ambos os sistemas
Entre 2027 e 2032 a empresa opera os dois sistemas em paralelo — o antigo regredindo e o novo crescendo — com a mesma NF-e registrando ambos. Estruturar o ERP em 2026 evita retrabalho contínuo até 2033.
03

Janela única para créditos extemporâneos

Antes do encerramento do regime atual de PIS/COFINS (jan/2027) e ICMS (até 2033), há janela limitada para recuperar créditos extemporâneos que ainda não foram aproveitados — Tema 69 (exclusão ICMS), Tema 779 (insumos essenciais), Tema 478 STJ (verbas indenizatórias do INSS patronal), créditos de ICMS por ativo permanente, ICMS-ST a maior, e dezenas de outras teses.

Após o encerramento do regime, esses créditos não desaparecem juridicamente (prescrição quinquenal continua), mas a recuperação fica mais complexa porque o sistema arrecadatório é outro. Recomenda-se atacar a recuperação ainda em 2026.

A LINHA DO TEMPOO novo sobe enquanto o antigo cai: 2026 a 2033coexistência intensa 2029—2032IBS + CBS + ISICMS + ISS ↓2026testes2027CBS plena2029IBS phase-in2033antigo extinto
Ao longo de sete anos o sistema novo (IBS, CBS, IS) sobe enquanto o antigo (ICMS, ISS) regride — com a coexistência mais intensa entre 2029 e 2032, até a extinção em 2033.
04

Planejamento plurianual obrigatório

A transição não comporta planejamento ano a ano — exige visão plurianual. Decisões tomadas em 2026 têm impacto direto em 2029, 2031, 2033. Exemplos:

  • Reorganização societária: cisões/fusões pré-Reforma podem capturar economia que o sistema novo elimina
  • Estoque de créditos: volume de créditos acumulados de PIS/COFINS pode ser convertido em CBS na transição (regulamentação específica)
  • Localização de operação: incentivos estaduais que dependem de ICMS perdem valor — empresas em estados/regiões incentivadas devem reavaliar
  • Contratos de longo prazo: contratos plurianuais com cláusula tributária precisam contemplar a transição
05

Janelas críticas de decisão

  • Mai-Jun/2026: diagnóstico de impacto e modelagem inicial
  • Set/2026: Decisão Simples 2027 (vigência jan—jun/2027; cancelável até nov/2026)
  • Out-Dez/2026: ajustes ERP, treinamento, recuperação de créditos pré-Reforma
  • 2027: primeiro ano operacional sob CBS plena, ajustes finos
  • 2028: preparação para IBS phase-in, reavaliação de incentivos estaduais
  • 2029-2032: coexistência intensa, gestão paralela dos dois sistemas
  • 2033: transição completa, sistema antigo extinto
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Referências e fontes oficiais

Plano de transição plurianual — diagnóstico gratuito

Mapeamento dos 5 marcos da Reforma para sua empresa específica, identificação de janelas de oportunidade e cronograma realista de adequação 2026-2033.

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Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a transição da Reforma?
A transição dura 7 anos completos — de janeiro/2026 (fase de testes) a dezembro/2032 (último ano com sistema antigo). Apenas em 2033 o sistema antigo é integralmente extinto e apenas IBS+CBS+IS estão em vigor. Cinco marcos sucessivos pontuam o período: jan/2026 (testes), set/2026 (Decisão Simples), jan/2027 (CBS plena), jan/2029 (IBS phase-in), 2033 (sistema antigo extinto).
Empresa precisa adaptar ERP em 2026 ou pode esperar?
Precisa adaptar em 2026. NF-e da Reforma (NT 2025.002) é obrigatória desde janeiro/2026 — SEFAZ rejeita formato 4.0. Mesmo com IBS de 0,1% e CBS de 0,9% simbólicos, os campos novos precisam estar preenchidos corretamente, senão a nota é rejeitada. Esperar 2027 (CBS plena) significa ter que adaptar correndo, sob pressão tributária real.
Quando posso recuperar créditos pré-Reforma?
Atalho: agora. A janela ideal é até dezembro/2026, antes do fim de PIS/COFINS para a maioria. Após janeiro/2027, a recuperação ainda é juridicamente possível (prescrição é quinquenal — 5 anos do pagamento), mas operacionalmente fica mais complexa porque o sistema arrecadatório mudou. Vale acelerar diagnósticos de tese (Tema 69, Tema 779, Tema 478, etc.) ainda em 2026.
O que acontece se minha empresa entrar em recuperação judicial durante a transição?
Empresas em recuperação judicial seguem regras específicas — créditos tributários habilitados podem ser pagos com tratamento diferenciado pela transação tributária PGFN, e créditos novos durante a recuperação são prioritários. A transição não cria regime especial para empresas em RJ, mas a transação tributária via Lei 13.988/2020 oferece mais flexibilidade que parcelamento ordinário.
Como funciona o diagnóstico gratuito da TaxUp?
O diagnóstico inicial é uma reunião de 30 minutos, sem custo e sem compromisso, conduzida por um consultor sênior. Mapeamos a situação tributária da empresa, identificamos as oportunidades aplicáveis e indicamos o caminho técnico mais sustentável — independentemente de você seguir conosco. Para casos urgentes (autuação recente, prazo decadencial próximo, edital de transação ativo), a análise pode ser priorizada.
Quem conduz o projeto na TaxUp?
O consultor responsável conduz o projeto pessoalmente, do diagnóstico inicial à entrega final. Você fala diretamente com quem assina o parecer e decide a tese — sem camadas hierárquicas intermediárias. Sustentação oral em CARF e tribunais superiores é sempre conduzida pelo consultor que conhece o caso desde o início.
Como é o modelo de honorários?
Varia por tipo de projeto. Para recuperação de créditos com tese consolidada, trabalhamos preferencialmente em success fee (sem custo antecipado, percentual sobre o valor recuperado). Para projetos complexos com perícia ou tese controvertida, modelo misto (fixo reduzido + êxito menor). Para Transfer Pricing, Compliance e Planejamento, honorário por escopo. Em todos os casos, o modelo é proposto após o diagnóstico inicial gratuito.
AUTORIA TÉCNICA

Equipe TaxUp · Prática Tributária

Direito Tributário

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