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TRIBUTO NOVO · FEDERAL · IS · Bens prejudiciais · Saúde · Meio ambiente

Imposto Seletivo.
O sin tax brasileiro.

Tributo federal novo criado pela Reforma para incidir sobre bens prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente — bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes açucarados, automóveis de luxo, veículos poluentes e extração mineral. Cobrança a partir de janeiro/2027.

Publicado 4 de maio de 2026 · Atualizado 12 de maio de 2026 · Leitura 9 min

O Imposto Seletivo (IS) é tributo federal novo, criado pela Reforma Tributária para incidir sobre bens considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Inspirado nos "sin taxes" americanos e europeus, é cumulativo ao IBS e à CBS — não substitui nada, é cobrança adicional sobre setores específicos. Entra em vigor em janeiro de 2027, com alíquotas variáveis por bem definidas em decreto federal.

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O que o Imposto Seletivo tributa

A LC 214/25 e a EC 132/2023 listam os bens sujeitos ao IS:

  • Bebidas alcoólicas (cerveja, vinho, destilados)
  • Produtos de fumo (cigarros, charutos, tabaco para narguilé)
  • Refrigerantes açucarados (em discussão regulamentar)
  • Bens de luxo (jatos, iates, automóveis acima de determinado valor — definido em decreto)
  • Veículos poluentes (critério de emissão de carbono)
  • Extração de recursos naturais minerais e energéticos (mineração, petróleo, gás)

A lista é taxativa — apenas o que está expressamente previsto pode ser tributado. Empresas em setores não listados não estão sujeitas ao IS.

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Alíquotas variáveis por bem

As alíquotas do IS são definidas por decreto federal — não estão fixadas em lei. Isso permite ao Executivo ajustar a alíquota a cada bem conforme a política pública (saúde, meio ambiente, arrecadação extrafiscal). Estimativas iniciais:

  • Cigarros e tabaco: alíquota alta (manutenção da carga atual de IPI elevado)
  • Bebidas alcoólicas: alíquota progressiva por teor alcoólico
  • Refrigerantes açucarados: alíquota proporcional ao teor de açúcar (modelo Reino Unido)
  • Veículos: alíquota progressiva por valor + critério de emissão
  • Mineração: alíquota sobre valor de mercado da produção

O IS é cumulativo ao IBS+CBS — empresas tributadas pagam IS adicional sobre as alíquotas regulares. Carga total típica: 27,5-28% (IBS+CBS) + variável% (IS).

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Base de cálculo

Base de cálculo é o preço de venda da operação tributada, com regras específicas:

  • Em operações intra-grupo (entre partes vinculadas), a base pode ser arbitrada pela autoridade fiscal via valor de referência
  • Em operações de extração mineral/energética, a base é o valor de mercado do bem na fonte
  • Não admite redução por descontos comerciais condicionados
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IS é cumulativo (não gera crédito)

Diferentemente de IBS e CBS, o Imposto Seletivo é cumulativo — não gera crédito para a etapa seguinte. Sua função não é apenas arrecadatória, mas extrafiscal: encarecer bens considerados prejudiciais para desestimular consumo.

Para o consumidor final, o IS está embutido no preço junto com IBS e CBS. Para empresas intermediárias na cadeia (distribuidores, atacadistas), o IS é custo adicional que reduz margem ou é repassado ao próximo elo.

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Estratégia para setores impactados

Empresas em setores sujeitos ao IS precisam estruturar adequação operacional e estratégia comercial:

  1. Modelagem de preço final pós-IS — precificar produto considerando IBS+CBS+IS para manter margem
  2. Análise de elasticidade de demanda — quanto do IS pode ser repassado ao consumidor sem perda significativa de volume
  3. Reformulação de portfólio — produtos com tributação alta vs alternativas com tributação menor (ex: bebidas com baixo teor alcoólico, refrigerantes sem açúcar)
  4. Acompanhamento regulatório contínuo — alíquotas variam por decreto e podem mudar anualmente
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Referências e fontes oficiais

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Perguntas frequentes

O Imposto Seletivo substitui o IPI?
Não totalmente. O IS substitui parcialmente a função extrafiscal do IPI — o caráter de "encarecimento de bens prejudiciais". Mas o IPI continuará existindo de forma residual para a Zona Franca de Manaus até 2033. Para os bens listados (bebidas, fumo, açucarados, luxo, mineração), o IS substitui o IPI a partir de janeiro/2027.
Minha empresa fabrica refrigerantes — paga Imposto Seletivo?
Provavelmente sim, se o produto contiver açúcar acima de determinado patamar. A regulamentação específica está sendo finalizada, com expectativa de modelo similar ao do Reino Unido (alíquota proporcional ao teor de açúcar). Refrigerantes diet/sem açúcar tendem a ter alíquota zero ou reduzida.
Empresa de mineração paga Imposto Seletivo sobre toda a produção?
Sim. Extração de recursos naturais minerais e energéticos (incluindo petróleo e gás) está expressamente sujeita ao IS. A alíquota incide sobre o valor de mercado do bem na fonte. É tributação extrafiscal vinculada à preservação ambiental.
O Imposto Seletivo gera crédito para o cliente?
Não. O IS é cumulativo, não gera crédito para a etapa seguinte. Ele se incorpora ao preço como custo. Diferentemente do IBS/CBS (que têm plena não-cumulatividade), o IS é projetado para encarecer o produto na ponta — sua função é desestimular consumo, não apenas arrecadar.
Como funciona o diagnóstico gratuito da TaxUp?
O diagnóstico inicial é uma reunião de 30 minutos, sem custo e sem compromisso, conduzida por um sócio sênior. Mapeamos a situação tributária da empresa, identificamos as oportunidades aplicáveis e indicamos o caminho técnico mais sustentável — independentemente de você seguir conosco. Para casos urgentes (autuação recente, prazo decadencial próximo, edital de transação ativo), a análise pode ser priorizada.
Quem conduz o projeto na TaxUp?
O sócio responsável conduz o projeto pessoalmente, do diagnóstico inicial à entrega final. Você fala diretamente com quem assina o parecer e decide a tese — sem camadas hierárquicas intermediárias. Sustentação oral em CARF e tribunais superiores é sempre conduzida pelo sócio que conhece o caso desde o início.
Como é o modelo de honorários?
Varia por tipo de projeto. Para recuperação de créditos com tese consolidada, trabalhamos preferencialmente em success fee (sem custo antecipado, percentual sobre o valor recuperado). Para projetos complexos com perícia ou tese controvertida, modelo misto (fixo reduzido + êxito menor). Para Transfer Pricing, Compliance e Planejamento, honorário por escopo. Em todos os casos, o modelo é proposto após o diagnóstico inicial gratuito.
SOBRE O AUTOR
Rafael Belisário

Rafael Belisário

Sócio · Direito Tributário

Sócio fundador da TaxUp, conduz pessoalmente os projetos de planejamento, recuperação e contencioso tributário do escritório.